Adeus BPA, Bom dia Bisfenois B, S, F,….!

Atualizado: Abr 26

O que é que é o BPA?


BPA ou bisfenol-A é um composto químico presente na composição de materiais plásticos em policarbonato. A característica dos materiais em BPA é ser transparente e rígido. A sua particularidade é de poder extrair-se dos plásticos para entrar em contacto com o alimento. Essa propriedade é multiplicada com temperaturas elevadas. Por essa razão, é desaconselhado de colocar alimentos quentes nos recipientes de plásticos e utilizar o micro-ondas com essas embalagens.


Mesmo em pequena quantidade, o BPA pode alterar o desenvolvimento do sistema nervoso dos fetos, mas também dos bebés de menos de 2 anos. Um real perigo! Os estudos confirmam que a formação do cérebro e da próstata podem ser alteradas; causando um distúrbio do desenvolvimento neuro comportamental ou infertilidade.

Essa substância química esta também implicada na aparição de alguns cancros e obesidade. Um desregulamento da tiroide pode também ser constatado.



Não pense em fugir, o bisfenol A faz parte integrante do nosso dia a dia, porque ele encontra-se em todo lado! Por exemplo, recibos de compra, notas de dinheiro, óculos, pinturas, latas de conservas, utensílios de cozinha, filme alimentar, chaleira de plástico, recipientes alimentares de plástico, … É impossível erradicar-lhe do nosso dia-à-dia mas é possível diminuir a nossa exposição com alguns cuidados que veremos juntos mais a baixo.


Qual é o substituído do BPA?


Desde 2015, o Bisfenol S (BPS) substitui o Bisfenol A em muitos recipientes e embalagens de alimentos. Biberon, garrafa de agua, loiça e recipiente em plástico, latas,… Um estudo recente de uma equipa franco-anglo-canadiana, revista Environmental Health Perspectives do 17 de julho de 2019 (*1), afirma que o BPS persiste mais tempo no organismo e em concentrações muito mais altas! O Bisfenol S é 250 vezes mais absorvido pelo nosso organismo que o BPA! A toxicidade do BPS ainda não foi plenamente estudada. No entanto, ele é considerado mais perigoso pela sua concentração e resistência no organismo.

"Temos apenas 89 artigos científicos sobre os efeitos do bisfenol S, por exemplo, em comparação com 9663 para o BPA e 90% dos dados sugerem que ele se comporta como o BPA". René Habert da Comissão de Energia Atômica e Energias Alternativas.


Hoje, nos Estados-Unidos, o Bisfenol B é utilizado como alternativa ao BPA para alguns produtos. Ele é considerado nos Estados-Unidos como aditivo indireto para certos revestimentos e polímeros que estão em contacto com alimentos. Aparamente, o BPB não é fabricado, nem utilizado na europa. Portanto, ele é encontrado nas urinas da população europeia.

Os especialistas da Agência de Segurança Sanitária Francesa (ANSES), informaram que como o BPA, o BPB tem “a capacidade de interferir com as vias de sinalização de estrogênio, a reduzir a produção de testosterona (…), a modificar a espermatogênese em ratos e peixes-zebra, bem como a reprodução de peixes.”

O BPB tem efeitos sobre algumas hormonas que regulam a alimentação, o sono, a reprodução, mas também o desenvolvimento do feto.


E os outros bisfenóis?


Cuidado, “Sem BPA”, não sinifica sem perigo!

Existes uma dezena de bisfenóis que são ainda muito pouco conhecidos, não conhecemos a toxicidade de cada um e não são catalogados na regulamentação. Portante entrem na composição dos plásticos que usamos diariamente.

Um estudo americano de 2017 (*5), confirma que 16 dos 24 substitutos do bisfenol A têm características semelhantes às do BPA, com atividades biológicas análogas e com a mesma maneira de funcionar. Quere dizer que perturbe o sistema endócrino de forma equivalente. Este estudo federal conclui sobre o facto da importância de testar os substitutos do BPA e de reconsiderar alternativas mais seguras.


Medidas preventivas?


O BPA é o único reconhecido como perturbador endócrino. Os outros bisfenóis são suspeitos até aguardar mais resultados de estudos científicos para classificar-lhes como perturbadores endócrinos.


Para evitar contactos com essas substâncias químicas, a prioridade é de banir a alimentação transformada e embalagens plastificadas. Além de prejudicar a nossa saúde, aumenta os residios de plásticos!

  • Utilizar uma garrafa, não de plástico nem de alumínio, para consumir líquidos,

  • Favorizar a utilização de materiais como vidro, cerâmica e inox,

  • Consumir produtos brutos, não transformados e sem embalagens,

  • Consumir frutos e legumes frescos da época,

  • Utilizar caixas reutilizáveis, papel, tecidos para embalagem e transporte.


Também é importante de afastar, ver eliminar do espaço das crianças:

  • Os produtos descartáveis,

  • Brinquedos de plásticos para os bebés,

  • Chupeta, biberon, e outros acessórios de plástico.


Notar que é difícil de não estar em contacto com os bisfenóis, mas é possível limitar a nossa exposição, substituído o plástico no nosso dia a dia e utilizar produtos de higiene e de limpeza compatível com o ambiente.




Fontes de informação:

1. Estudo do laboratório Toxalim e da equipa “Gestação e perturbadores endócrinos” de Escola Nacional Veterinário de Toulouse (França), em colaboração com as Universidades de Montreal e de Londres, Revista Environmental Health Perspectives, 2019. https://ehp.niehs.nih.gov/doi/pdf/10.1289/EHP4599

2. Estudo japonese, 2009 https://www.mdpi.com/1660-4601/6/4/1472

3. Reviste cientifica ScienceDirect, Toxicology in Vitro, 2012, https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0887233312000847

4. Revista americana Environmental Health Perspectives https://ehp.niehs.nih.gov/

5. Estudo do Programa Nacional de toxicologia, USA, 2017 https://ntp.niehs.nih.gov/publications/reports/rr/rr04/index.html

6. René Habert - Comissão de Energia Atômica e Energias Alternativas https://www.researchgate.net/profile/Rene_Habert

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